Finanças comportamentais de estudantes universitários: uma análise multivariada
DOI:
https://doi.org/10.18815/sh.2017v7n11.229Palavras-chave:
Dinheiro, Finanças Comportamentais, Estudantes.Resumo
O dinheiro é um conceito estudado por diferentes áreas da ciência e está relacionado à vida cotidiana das pessoas. O objetivo desta pesquisa consistiu em identificar os fatores que representam o significado do dinheiro para jovens, que se mudaram para a cidade de Santa Maria/RS, em virtude da oportunidade de estudar na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), e assim se encontram em maior contato com as finanças pessoais, devido à distância de seus familiares. O presente estudo se caracteriza como uma pesquisa descritiva e quantitativa. A amostra foi não probabilística por conveniência, sendo composta por 499 estudantes de graduação de diversos cursos. Como instrumento para coleta dos dados, foi utilizada a Escala de Significado do dinheiro de Schwartz (1992), adaptada por Moreira (2000). A fim de identificar os fatores que representam o significado do dinheiro, foi realizada uma análise fatorial exploratória. Esta técnica multivariada permitiu expressar, o conjunto inicial de 82 variáveis, em apenas 10 fatores, compostos por 48 questões que permaneceram na análise. Os dois fatores mais relevantes, denominados de Conflito e de Poder, compreenderam variáveis que abordam questões relacionadas aos problemas que o dinheiro pode causar, como desavenças, desarmonia, traições e frustrações, bem como ao poder e privilégio social associado a posse do dinheiro como, por exemplo, a ascensão social que este permite, a autoridade, a dominação e o prestígio. Em suma, acredita-se que o dinheiro possui significados que vão muito além de sua função principal, que seria a função de troca.
Referências
ARRUDA, P. B. Uma investigação sobre o efeito disposição. Dissertação (Mestrado em Engenharia de Produção) - Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2006.
BONDT, W. F. M; THALER, R. Does the stock market overreact?. The Journal of finance, v. 40, n. 3, p. 793-805, 1985.
FIELD, A. Descobrindo a estatística usando o SPSS. 2 . d. Porto Alegre: Artmed, 2009.
HAIR, Jr. J. F.; ANDERSON, R. E.; TATHAM, R. L.; BLACK, W. Fundamentos de Métodos de Pesquisa em Administração. Porto Alegre: Bookman, 2005.
HALFELD, M.; TORRES, F. F. L. Finanças Comportamentais: aplicações no contexto brasileiro. RAE – Revista de Administração de Empresas. v. 41, n. 2, p. 64-71. Abr./Jun. 2001.
LOEWENSTEIN, G. Out of control: Visceral influences on behavior. Organizational Behaviorand Human Decision Processes, v. 3, n. 65, pp. 272-292, 1996.
MACEDO, J. S. Teoria do prospecto: uma investigação utilizando simulação de investimentos. Tese (Doutorado em Engenharia de Produção) – Curso de Pós-graduação em Engenharia de Produção, Universidade Federal de Santa Catarina, 2003.
MALHOTRA; N. K. Pesquisa de marketing: uma orientação aplicada. 3. ed. Porto Alegre, Bookman, p. 720, 2001.
______. Pesquisa de Marketing: uma orientação aplicada. Tradução Laura Bocco. 4. ed. Porto Alegre: Bookman, 2006.
MOREIRA, A. S. Valores e dinheiros: um estudo transcultural da relação entre prioridades de valores e significado do dinheiro para indivíduos. Tese de doutorado. Universidade de Brasília, Brasília, 2000.
NOFSINGER, J. R. A Lógica do Mercado. Fundamento: São Paulo, 2006.
PESTANA, M.; GAGEIRO, J. Análise de dados para ciências sociais – a complementaridade do SPSS. Lisboa: Edições Silabo, 2003.
SCHWARTZ, S. H. Universals in the content and structure of human values: theoretical advances and empirical tests in 20 countries. Advances in experimental social psychology. Orlando, F. L. Academic, v. 25, p. 1-65, 1992.
SIMON, H. A. Administrative behavior. Totawa, NJ: Littlefield, Adams, 2. ed. 1957.
SIMON, H. Comportamento Administrativo: estudo do processo decisório nas organizações administrativas. Rio de Janeiro: FGV, 1979.
SORTINO, F. A. From alpha toomega. In SORTINO, F. A., & SATCHELL, S., (org). Managing down side risk in financial markets: Theory, practice and implementation (pp. 3-25). Buttworth Heinemann: Oxford, 2001.
TVERSKY, A.; KAHNEMAN, D. Judgment under Uncertainty: Heuristics and Biases. Science, Set/1974.
TVERSKY, A.; KAHNEMAN, D. Prospect theory: an analysis of decision under risk. Econometrica, New York, v. 4, n. 2, p. 263-291, 1979.
VERGARA, S. C. Projetos e relatórios de pesquisa em administração. 3. ed. São Paulo: Atlas, 2000.
VICINI, L.; SOUZA, A. M. Análise multivariada da teoria à prática. Santa Maria: UFSM, CCNE, 2005.
ZERRENNER, S. A. Estudo Sobre as razões para a população de baixa renda. 2007. (Dissertação de Mestrado em Ciências Administrativas) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2007.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2017 Luis Felipe Dias Lopes, Steffani Nikoli Dapper, Claudia Lunardi, Tuani de Oliveira Tavares

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:
a. Autores mantêm os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Attribution 4.0 Internacional (CC BY 4.0) que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.
b. Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
c. Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado.(Veja Política de Acesso Livre).
d. Leitores podem ler, baixar, distribuir, imprimir, buscar ou disseminar o link do texto completo dos artigos sem pedir permissão prévia ao autor ou editores, respeitando a licença CC BY 4.0.
