Por um processo que não teme dizer seu nome: a busca pela necessária profanação processual
DOI:
https://doi.org/10.18815/sh.2018v8n12.305Palavras-chave:
Processo civil, conflito, crítica doutrinária.Resumo
O presente artigo tem como fulcro essencial a discussão da definição do papel da doutrina processual civil no paradigma constitucional vigente. Em época de discussões autofágicas e de posicionamentos auto-suficientes que olvidam a lógica do saber-poder e do biopoder inerente à jurisdição “Democrática de Direito”, a indagação neste resulta no repensar da própria gênese e necessidade da racionalização jurídica moderna, em suas formas e na construção de suas verdades, indagando, em um resultado conclusivo final, sobre a necessidade da crítica no direito processual.
Referências
AGAMBEN, Giorgio. Profanações. São Paulo: Boitempo, 2007.
ARENDT, Hannah. Heidegger, a raposa. In: ______ Compreender: formação, exílio e totalitarismo. São Paulo: Companhia das Letras, 2008
CASTORIADIS, Cornelius. As encruzilhadas do labirinto II: os domínios do homem. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987.
______. As encruzilhadas do labirinto I. 2 ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1997.
DELEUZE, Gilles; GUATTARI, Félix. O que é a filosofia? 2 ed. Rio de Janeiro: Edições 34, 2007.
DERRIDA, Jacques. Edmond Jabès e a questão do livro. In: ¬¬______. A escritura e a diferença. 4 ed. São Paulo: Perspectiva, 2009.
FOUCAULT, Michel. A verdade e as formas jurídicas. 3 ed. Rio de Janeiro: NAU editora, 2002.
GIRARD, René. A violência e o sagrado. 3 ed. São Paulo: Paz e terra, 2008.
LEÃO, Emmanuel Carneiro. O sentido grego do caos. SOFIA: Revista de filosofia da UFES, Vitória, Ano 1. n.0, p.7-21, 1994.
HABERMAS, Jürgen. Direito e democracia: entre facticidade e validade. Vol.1. 2 ed. Rio de Janeiro: Tempo brasileiro, 2010.
HEGEL. G. W. F. "Über die wissenschaftlichen Behandlungsarten des Naturrechts, seine Stelle in der praktischen Philosophie, und sein Verhältnis zu den positiven Rechtswissenschaften". In: HEGEL. G.W.F Jenaer Schriften 1801-1807, Werke 2, Frankfurt: Suhrkamp (Taschenbuch Wissenschaft), 1970.
HEIDEGGER, Martin, FINK, Eugen. Heraclitus seminar. Alabama: University of Alabama Press, 1970.
LUHMANN, Niklas. Sociologia do direito I. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1983.
______. Sociologia do direito II. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1985.
MELLONI, Rosa Maria. Psicanálise, imagem e imaginário. Revista UNIFIEO, Osasco, Ano 2. n.3, p.141-154, 2000.
MÉSZÁROS, István. Estrutura social e formas de consciência: a determinação social do método. São Paulo: Boitempo, 2009.
MOREIRA, José Carlos Barbosa. Sobre a multiplicidade de perspectivas no estudo do processo. In: ______. Temas de direito processual: quarta série. São Paulo: Saraiva, 1989.
MULLER, Jean-Marie. O princípio da não-violência. Lisboa: Instituto Piaget, 1995.
NIETZSCHE, Friedrich. Assim falou Zaratustra. São Paulo: Martin Claret, 2009.
REALE, Giovanni; ANTISIERI, Dario. História da filosofia: filosofia pagã antiga. Vol.1. São Paulo: Paulus, 2003.
SILVA, Ovídio Baptista da. Processo e ideologia. Revista de Processo, São Paulo, n.110, p.19-36, abr./jun. 2003.
ZIZEK, Slavoj. A escolha de Lenin. In: ZIZEK, Slavoj. As portas da revolução: escritos de Lenin de 1917. São Paulo: Boitempo, 2005.
WEBER, Max. Economia e sociedade. Brasília: Editora UNB, 1996.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2018 Bruno Gadelha Xavier

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:
a. Autores mantêm os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Attribution 4.0 Internacional (CC BY 4.0) que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.
b. Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
c. Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado.(Veja Política de Acesso Livre).
d. Leitores podem ler, baixar, distribuir, imprimir, buscar ou disseminar o link do texto completo dos artigos sem pedir permissão prévia ao autor ou editores, respeitando a licença CC BY 4.0.
