Linguagem jurídica: a riqueza semântica dos operadores do direito<br> teach portuguese language is to build meanings
DOI:
https://doi.org/10.18815/sh.2015v5n6.67Palavras-chave:
Comunicação. Vocabulário jurídico. Persuasão Linguagem jurídica. Operadores do Direito.Resumo
No presente estudo buscou-se refletir sobre o tema linguagem jurídica. O objetivo geral foi revisar, nas publicações sobre o tema, a importância da linguagem no campo jurídico, na forma verbal e escrita. Metodologicamente o estudo caracteriza-se como sendo qualitativo. Com relação ao tipo de pesquisa, o mesmo caracteriza-se como sendo uma pesquisa bibliográfica. Buscando contemplar o objetivo geral, foi necessário refletir sobre a linguagem e suas peculiaridades no contexto do direito, compreender a retórica como a arte da persuasão, revisar o vocabulário jurídico e a comunicação jurídica, caracterizar a linguagem e a comunicação e, ainda, identificar a importância e a adequação da linguagem jurídica. A reflexão sobre o tema permitiu-nos alguns apontamentos: a linguagem é importante em todos os contextos da convivência humana; a linguagem e a comunicação, juntas, permitem a troca de experiência entre os indivíduos; a comunicação direciona o relacionamento social, a linguagem participa da construção da realidade; a linguagem jurídica é mediadora entre o poder social e os indivíduos; a comunicação e a linguagem norteiam todos os níveis da linguagem jurídica; para o convencimento, os operadores do Direito lançam mão do discurso persuasivo; o vocabulário jurídico deve ser empregado de forma clara e concisa; o uso equivocado poderá trazer prejuízos à comunicação jurídica; no campo jurídico, a linguagem tem importância significativa, tanto na forma verbal quanto escrita; linguagem jurídica é essencial para a padronização dos textos normativos e demais procedimentos judiciais. Por fim, todo operador do Direito deve buscar a riqueza semântica que a linguagem jurídica oferece.
Referências
ALBERGARIA, Bruno. Histórias do Direito: Evolução das Leis, Fatos e Pensamentos. Atlas, 2011.
DANTAS, Andréa Medeiros. Linguagem jurídica e acesso à Justiça. Jus Navigandi, Teresina, ano 17, n. 3111, 7 jan. 2012. Disponível em: <http://jus.com.br/artigos/20812>. Acesso em: 10 jun. 2014.
GONÇALVES, Wilson José. Comunicação Jurídica: perspectiva da semiótica. Campo Grande: UCDB, 2002a.
GONÇALVES, Wilson José. Comunicação Jurídica: Perspectiva da Linguagem Forense. Campo Grande: UCDB, 2002.
MAXIMILIANO, Carlos. Hermenêutica e aplicação do Direito. Rio de Janeiro: Forense, 1994.
MOUSSALLEM, Tárek Moysés. Revogação em matéria tributária. São Paulo: Noeses, 2005.
MORENO, Cláudio; MARTINS, Túlio. Português para convencer: comunicação e persuasão em Direito. São Paulo: Ática, 2006.
MUTTI, R.M.V. Fundamentos e Procedimentos em Análise de Discurso. Porto Alegre (RS): UFRGS/PPGFACED, 2004.
PERELMAN, C. Lógica Jurídica. São Paulo: Martins Fontes, 2005.
PIRES DE OLIVEIRA, Roberta; BASSO, Renato Miguel. A Semântica, a pragmática e os seus mistérios. Revista Virtual de Estudos da Linguagem – ReVEL. V. 5, n. 8, março de 2007. Disponível em: www.revel.inf.br. Acesso em: 08 jun. 2014.
REBOULD, O. Introdução à retórica. Trad. Ivone Castilho Benedetti. São Paulo: Martins Fontes, 2004.
REOLON, Suzana Minuzzi Reolo. A linguagem jurídica e a comunicação entre o advogado e seu cliente na atualidade. 2010. Disponível em: www3.pucrs.br/pucrs/files/uni/poa/direito/.../tcc/.../suzana_reolon.pdf. Acesso em: 4 maio 2014.
SANTOS, Adelcio Machado dos; SCAPIN, Evelyn. Linguagem Jurídica. v.1, n. 1., p. 62-81. Revista Científica do Núcleo de Pesquisa em Direito da UNIARP, 2012.
SOUSA, Lucilene Bender; GABRIEL, Rosângela. Aprendendo palavras através da leitura. Santa Cruz do Sul: EDUNISC, 2011.
SOUZA, Gilton. Sampaio. O Nordeste na mídia: um (des) encontro de sentidos. Tese de Doutorado. 402 p. Programa de Pós-Graduação em Linguística e Língua Portuguesa. Faculdade de Ciências e Letras de Araraquara. Universidade Estadual Paulista Júlio Mesquita Filho/UNESP. Araraquara: UNESP, 2003.
SYTIA, Celestina Vitória Moraes. O Direito e suas Instâncias Jurídicas. Porto Alegre: Sérgio Antonio Fabris, 2002.
TOMASELLO, M. Origens culturais de aquisição do conhecimento humano. Trad. Claudia Berliner. São Paulo: Martins Fontes, 2003.
VILLAS-BÔAS, Marcos de Aguiar. Linguagem e argumentação: a sua importância para a interpretação no Direito Tributário. Jus Navigandi, Teresina, ano 16, n. 2811, 13 mar. 2011. Disponível em: <http://jus.com.br/artigos/18681>. Acesso em: 6 jun. 2014.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2015 Antonio Gilberto Vasconcelos Aires, Márcia Regina Marchezan

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:
a. Autores mantêm os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Attribution 4.0 Internacional (CC BY 4.0) que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.
b. Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
c. Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado.(Veja Política de Acesso Livre).
d. Leitores podem ler, baixar, distribuir, imprimir, buscar ou disseminar o link do texto completo dos artigos sem pedir permissão prévia ao autor ou editores, respeitando a licença CC BY 4.0.
